ETF de energia nuclear: a nova fronteira de investimentos em tecnologia limpa
O produto pode ser uma boa oportunidade no médio e longo para quem aceita risco, pois segue uma tendência global e oferece exposição ao dólar

Em meio à crescente demanda energética no mundo inteiro, os ETFs (Exchange Traded Funds) de energia nuclear representam uma oportunidade de investimento para o médio prazo, na avaliação de Danilo Moreno, coordenador de Research gestora independente de ETFs Investo.
A demanda por eletricidade intensiva cresce cada vez mais, impulsionada pelos carros elétricos, data centers, inteligência artificial e outras tecnologias. Nesse cenário, a energia nuclear ganha destaque por ser considerada limpa e representar uma alternativa viável a vários países que, diferente do Brasil, não tem área e nem recursos para adotarem outras matrizes energéticas, como eólica ou hidrelétrica”, explica.
Um ETF, que na tradução literal significa “fundo negociado em bolsa”, representa uma espécie de “condomínio” de investidores que aplicam seus recursos em conjunto em um fundo negociado no mercado secundário, isto é, na Bolsa, que replica um indicador ou um ativo.
Vantagens tributárias dos ETFS
Um dos pontos mais levantados pelos entusiastas e investidores de ETFs são as vantagens do produto no que diz respeito à tributação e liquidez em relação aos fundos tradicionais de renda fixa ou multimercado.
Liquidez
Os ETFs de renda fixa têm liquidez D+1, ou seja, o resgate solicitado hoje cai na conta no dia seguinte, enquanto os ETFs de ações têm liquidez D+2. Já os fundos tradicionais podem ter prazos de resgate muito maiores, como D+10, D+15 ou até D+30, o que limita a rapidez para acessar o dinheiro.

